terça-feira, 17 de abril de 2012

Saiba mais sobre o Teste do Pezinho


Foto: Divulgação
O que é, e porque fazer o Teste do Pezinho?
É um exame laboratorial simples que tem o objetivo de detectar precocemente doenças metabólicas, genéticas e ou infecciosas que poderão causar lesões irreversíveis no bebê. Conhecido também como exame de triagem neonatal. Existem três tipos de teste: Básico, Ampliado e Plus. O diagnóstico precoce oferece condições de um tratamento iniciado nas primeiras semanas de vida do bebê, evitando a deficiência mental. A deficiência, uma vez presente no corpo, já não pode ser curada. O teste do pezinho é obrigatório por lei em todo o Brasil.

Qual o período que deve ser feito?
O período ideal para a realização da coleta do Teste do Pezinho é a partir do 3º dia de vida do bebê até o 7º dia preferencialmente, podendo colher após esta data. Isto não invalida o exame, entretanto, a sua realização em bebês com mais dias de vida poderá prejudicar a eficácia do tratamento. Lembrando que se a doença é diagnosticada precocemente o tratamento é eficaz. Antes do 3º dia de vida, os resultados não são muito precisos ou confiáveis.

Como é feito?
É realizado através da análise de amostras de sangue coletadas através do calcanhar do bebe. É um procedimento simples que não traz riscos para a criança. O calcanhar é uma região rica em vasos sanguíneos e a coleta do sangue é feita rapidamente com um único furinho. O furo é quase indolor, mas a dor ainda é uma sensação nova para o bebê que, por isso, choram.

Onde é realizado?
Em qualquer Posto de Saúde do seu Município, em laboratórios e algumas vezes na própria maternidade.

Em quanto tempo o resultado fica pronto?
O resultado deve ser enviado no prazo médio de 10 a 15 dias úteis

O que os pais devem fazer ao receber o resultado do teste?
Assim que estiverem com o resultado do teste em mãos, os pais devem levar ao pediatra para que ele interprete e esclareça as dúvidas.

Quanto se paga pelo Teste do Pezinho?
Na rede pública e em postos de saúde, a triagem básica é gratuita. Em hospitais e maternidades particulares, ele geralmente é pago. Muitas vezes, porém, o preço do teste básico já está incluído no custo da internação e é coberto pelos convênios. Há maternidades que oferecem uma variação mais ampliada do exame, que então é cobrada à parte.

Quais documentos são necessários para realizar a coleta?
Leve o seu bebê a Unidade de Saúde mais próxima de sua residência com a Certidão de Nascimento, DNV ou Carteira de Vacinação.

Algumas doenças que o teste do pezinho pode detectar
O teste é uma triagem inicial para que se investigue melhor no caso de haver suspeita de alguma doença. Caso ele aponte anormalidades, seu médico provavelmente pedirá outros exames mais específicos para poder fazer um diagnóstico seguro.
Fenilcetonúria
Distúrbio genético no qual um dos aminoácidos presentes no leite pode prejudicar a saúde do bebê causando retardo mental grave.
Galactosemia
A galactose presente no leite causa, nas crianças com galactosemia, um quadro grave marcado por catarata, convulsões e diarreia.
Hipotireoidismo
A falta do hormônio produzido na glândula tireóide causa deficiência mental e retardo de crescimento.
Hiperplasia Adrenal
Distúrbio no metabolismo que pode levar à desidratação aguda e na menina, a masculinização dos órgãos genitais.
Fibrose Cística
Doença genética que causa problemas respiratórios e gastrointestinais crônicos
Deficiência de Biotinidase
A carência da biotina pode levar a convulsões, falta de equilíbrio, hipotonia, lesões na pele, perda de audição, retardo no desenvolvimento a acidose metabólica.
Toxoplasmose
Infecção adquirida pela gestante que, se transmitida ao feto, pode causar microcefalia, lesões oculares entre outros.
G6PD
A deficiência de Glicose-6-Fosfato Desidrogenase é a enzimopatia mais comum podendo apresentar grave icterícia neonatal ("amarelão") ou anemia hemolítica (ruptura dos glóbulos vermelhos)
Rubéola
Infecção viral transmitida pela mãe ao feto que pode causar deficiência mental, retardo no crescimento, deficiência auditiva, defeitos cardíacos, catarata, lesões ósseas e outros problemas.
Anemia Falciforme
As hemoglobinopatias são doenças causadas por anormalidades na estrutura molecular ou na produção da hemoglobina "S". Crianças com hemoglobina anormal são altamente suscetíveis à anemia e infecções.
MCAD
Distúrbio Genético que interfere na utilização dos Ácidos Graxos como fonte de energia para o organismo. É uma doença genética potencialmente fatal que pode provocar o quadro de Síndrome da Morte Súbita.
Sífilis
A criança que adquire essa doença durante a gestação pode apresentar, ao nascimento, problemas de pele, ossos, baço, fígado e sistema nervoso. Em alguns casos, a doença só se manifesta após alguns anos.
Citomegalovirose
Entre as manifestações associadas à infecção congênita pelo citomegalovírus estão a hidrocefalia, calcificações cerebrais e sequelas visuais, auditivas e mentais.
Doença de Chagas
Parasitose que, quando adquirida na gestação, pode se manifestar por anemia, febre, dores musculares, lesões ósseas e graus variados de problemas cardíacos.
AIDS
A Síndrome da Imunodeficiência Adquirida pode ser transmitida ao feto pela mãe contaminada pelo vírus HIV.
Pesquisa da Mutação 35delG da Conexina
(Surdez Congênita não Sindromica)
A mutação 35delG do gene da Conexina 26 é uma das causas mais comuns de Surdez Congênita não Sindrômica. Seu modelo de herança é autossômico recessivo. Em países desenvolvidos, 60% dos casos de surdez tem origem genética.
Espectrometria de Massa em Tandem
A Espectrometria de Massa em Tandem é uma técnica que permite uma extensa pesquisa relacionada a Erros Inatos do Metabolismo dos ácidos orgânicos e dos aminoácidos. 

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